A mesa
Meses atrás, reclamei para minha namorada, que é arquiteta, que a minha escrivaninha em casa não estava dando conta do meu computador, livros, e todos os etceteras e tais que eu guardo de forma mui desorganizada.
Parece-me que fui abduzido, passei meses fora do corpo, meu relógio congelou, e até hoje mostra o mesmo instante daquele dia… lembro apenas que havia muita luz ao redor da Cecilia, e ela explicava a melhor maneira de eu organizar a minha vida, trocando a minha antiquada escrivaninha por uma mesa.
Mesa? Sim, mesa.
Vamos lá: 2,10 x 90 cm (o espaço exato da parede do meu escritório), área ampla o suficiente para caber tudo o que eu preciso, e todas as outras cositas que insisto em amontoar no escritório.
Preço: P$ (49 mesa + 20 mão francesa) – percebam P de “Pila” a moeda oficial do Rincão. Ou seja, com menos de P$ 70, eu iria resolver todos os meus problemas.
Lá fui eu na ferragem comprar um porta. Inicialmente não entendi a estranheza da cara do vendedor quando disse que aquela porta iria virar a minha mesa de trabalho. Ele tentou me convencer a comprar uma mesa de verdade, mas daí contei pra ele da minha experiência sensorial com a minha namorada arquiteta, e ele resignado disse que compreendia o meu comportamento.
Passei as outras 12h do dia tentando furar a parede para fixar as tais mãos francesas, e outras 4h tentando ajustar a porta na posição de uma mesa. Terminei o dia com uma nova mesa de trabalho e uma dor nas costas simplesmente inesquecível.
Não parecia muito firme, mas eu tinha o espaço que tanto desejava. Eu estava muito feliz, pois havia economizado muita grana naquela reforma, e já me sentia como se fosse um grande MacGyver.
Dois dias depois recebo um telefonema da minha mãe, dizendo que ao retornar para casa encontrou meu computador estatelado no chão. A minha mesa-porta não agüentou o peso e desabou.
Saldo do acidente: Um monitor quebrado (P$ 800) + porta (P$ 49) + mão francesa (P$ 20) + dorflex (P$ 6) = P$ 875,00
Hoje vou retomar a reforma da mesa do escritório. Já comprei pés de mesa (P$ 15) e no final de semana a belezoca irá tomar um banho de tinta pra ficar bem bonita.
Esta mesa vai me acompanhar pelo resto dos meus dias, servindo de âncora, mantendo meus pés no chão, toda vez que eu for abduzido pela ânsia de economizar algum pila no estilo do-it yourself.
A antiga escrivanhinha.
A porta virando mesa.



hehehehe
poxa, gostei da idéia da porta. mas eu teria colocado os pés de mesa desde o início
ah, te achei em algum blog por aí…
Jac,
Bem-vinda a bordo.
Pelos teus links acredito que tenhas caído por aqui por meio do Monomulti.
Se bem que eu encontrei até o Molina nos teus links… que é lá da Unisinos, assim como eu…
Obrigado pela visita,
Até !
Amor, a gente ainda precisa esclarecer direitinho essa história das mãos francesas. Deixa pra quando eu estiver aí.
Mas uma coisa eu sei… quem vai fazer furos, a Portelinha, vai ser meu pai…
Minha flor, o problema todo é que a minha parede é um tanto dura, e a furadeira não deu conta do recado. A tua idéia foi genial. Juro !
Tua sorte é que vocês ainda não estão juntos.Se bem que apaixonada do jeito que ela vive,não aconteceria nada de mal;mas no mínimo ela não te deixaria fazer essa besteira.Pois tenho certeza que ela não ensinou errado;tu é que não aprendeste.Um beijo.
Alouôô
Muito boa essa da mesa. Aliás, muito bom seu blog.
Cara, se tivesse a foto da mesa caída eu iria postar no meu “OOOPS!!! FALHA NOSSA!!!” (com seu consentimento, é claro (ou tim, vivo….)).
valeu
sifuime
Cadito
oi Lauro , há muito tempo..mesmo que não leio blogs e o teu já me fez rir, no meio desta noite gélida.
Precisas de uma arquiteta urgente para que te digas que duas mãos francesas são poucas.
Precisava de umas pernas (francesas)sob a mesa tambemmmmm
abraços